CASOS CLÍNICOS

2 May 2017
¿Como interpretamos este fluxo?

Caso enviado pelo Dr. Natalio Gastaldello. Cardiodiagnóstico. Investigaciones Médicas. Buenos Aires .
Paciente de sexo feminino com 77 anos de idade, portadora da doença de Chagas, durante exame de controle lhe foi detectado um aneurisma ventricular com trombo pelo que foi anticoagulada, tendo realizado seguimento em outra instituição. Não apresentou episódios de embolias, arritmias nem sinais de insuficiência cardíaca. Comparece para controle do trombo apical.

Corte apical 4 câmaras. Átrio esquerdo com área normal. Aneurisma apical com colo, comprometendo o segmento septo-apical e latero-apical. Segmentos basais e médios não dilatados. Apresenta obstrução dinâmica medioventricular entre o músculo papilar e o septo.
Corte de duas câmaras. Observa-se o aneurisma anteroapical e inferoapical.
Corte de duas câmaras. Não se observa trombo no aneurisma.
Doppler color com leve refluxo aórtico e mitral.
Com doppler contínuo detecta-se um curioso fluxo protodiastólico que se afasta do transdutor, sendo o motivo desta apresentação. Atinge a velocidade de 2,28 m/seg. Começa em forma imediata após o fim da ejeção, simultaneamente com o refluxo aórtico. No primer batimento observa-se leve gradiente telesistólico intraventricular.
No corte de duas câmaras também se detecta o fluxo protodiastólico, claramente independente do refluxo aórtico.

Gostaríamos de conhecer a opinião dos leitores sobre a interpretação deste fluxo.


FIN DE LA PRIMERA PARTE


OPINIONES PARTE I

Muy interesante las imágenes. El flujo protodiastólico evaluado con doppler continuo impresiona (al ver en detalle el clip con color) corresponder al alliasing generado en el sector medioapical. Explicaría su mecanismo como succión protodiastólica de los segmentos basales generando un gradiente desde el aneurisma apical.

5 May 2017, 15:39 - leonardo.schiavone

PARTE II

Interpretamos o fluxo como esvaziamento do aneurisma em direção ao ventrículo. Observa-se detalhe da cavidade aneurismática e do estreito colo, o que dá ao ventrículo um aspecto semelhante a um relógio de areia.
A imagem do Doppler colorido, detida na protodiastole indica o sítio da turbulência intraventricular no colo do aneurisma.
Imagem triplanar de batimento único, mostrando a anatomia do colo do aneurisma.
Doppler em cores em imagem triplanar confirma o sitio da turbulência e sua escassa duração, menor que a do refluxo aórtico.
A reconstrução multiplanar do volumen 3D mostra a anatomia e contração do colo aneurismático.
Imagem 3D Visão desde o aneurisma em direção ao ventrículo esquerdo, mostrando a contração do colo do aneurisma.
Desde o esófago médio não se consegue a visualização adequada do aneurisma apical.
Embora a imagem transgástrica permitiu a identificação do aneurisma, consideramos que os cortes transtorácicos apicais, costumam ser melhores que os obtidos por eco transesofágico para avaliar estruturas que, como estas, ficam distantes do transdutor esofágico e mais próximas da parede torácica.

OPINIONES

Imágenes increíbles, por la calidad y por el esmero en la captura de los detalles. En casos como este siempre me pregunte como se comportan las presiones intraventriculares entre la cavidad del VI sano y la cavidad del aneurisma. En teoría la pared del aneurisma es una pared enferma, delgada, y con menor capacidad de generar presión (si es que la tiene), en cambio el resto del miocardio sano ejerce alta presión, ambas cavidades conectadas por un cuello que "lleva y trae flujo" según los cambios de presión. De ser así, mi hipótesis es que el aneurisma se dilata en sístole y el flujo en cuestión es la expresión de su "contracción" durante la protodiástole. Dado que estos eventos son demasiado rápidos para el ojo humano sugiero analizar la deformación del ápex por speckle tracking para determinar finalmente si el ápex se contrae o se expande según su deformación sea negativa o positiva en sístole.

Atte. Dr. Vásquez Roberth

12 Ago 2017, 17:22 - vasquezdr
  Dr. Víctor Daru - vdaru@ecosiac.org

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