CASOS CLÍNICOS

5 Abr 2017
Complicação tardia de um infarto do miocárdio

Caso remitido pelos Dres Miguel Angel Tibaldi, Fernando Daghero, Melina Mana, María Victoria Báez Cabanillas, María Luz Servato, do Sanatorio Allende Cerro, Córdoba, Argentina.
Paciente feminina de 57 anos. Antecedentes de hipertensão arterial, diabetes melitos tipo 2, tabagismo ativo, obesidade, revascularização miocárdica há seis anos (mamária para DA e ponte venosa para CD e CX).

Apresenta Síndrome coronariana aguda com elevação do ST na face lateral alta. Realiza-se angioplastia com stent para artéria diagonal, causadora, ficando lesão severa residual na ponte venosa para CD, a qual é corrigida de forma exitosa com nova angioplastia 20 dias após. No momento da avaliação apresenta desaturação a 87% respirando ar ambiente, sem angina.


Rx de tórax demostra derrame pleural esquerdo, cardiomegalia e redistribuição do fluxo.
Corte de 4 câmaras. Acinesia do septo inferior basal, hipocinesia septal apical, acinesia lateral.
Corte posteriorizado mostra cavidade hipoecoica com expansão sistólica relacionada com o segmento lateral apical e, a nível dos segmentos basal e médio da parede lateral, ocupação do pericárdio por material denso compatível com trombo.
Doppler em cores, permite detectar um refluxo aórtico leve e o ingresso de fluxo na cavidade do pseudoaneurisma, com uma breve turbulência a nível do colo e fluxo lento dentro da cavidade.
A imagen permite discriminar com precisão o sitio de rotura da parede libre, o enchimento sistólico do pseudoaneurisma e seu esvaziamento diastólico.
Imagem de ressonância permite confirmar a cavidade paraventricular com expansão sistólica, bem como o material trombótico no pericárdio lateral basal e médio, com leve fluxo residual.
Imagem coronal permite o exato reconhecimento da cavidade paraventricular.
Corte em eixo curto a nível do sitio de ruptura da parede lateral.

Foi programada a correção cirúrgica e realizado o procedimento sem complicações e com boa recuperação pós-operatória. Aos sete dias apresenta episódio de norte súbita em sala de enfermaria comum.


OPINIONES

Buenos dias, excelentes imagenes,
En primer lugar quisiera expresar algunas dudas.
Me resulta extraña la localizacion de la complicacion del IAM.

En cuanto a la diagonal, no esperaria encontrar un pseudoaneurisma como complicacion de un infarto en el territorio de dicha arteria, excepto que fuera un vaso tan o mas desarrollado que la misma DA.
Teniendo en cuenta la proximidad del evento con la ATC al puente de CD, el desarrollo de la rotura cardiaca externa tampoco seria una complicacion esperada porque, no tuvo un IAM en ese territorio porque las roturas cardiacas internas o externas suelen presentarse luego del 5to o del 7mo dia, y ademas, la localizacion esperada en ese caso seria una CIV basal.


La RMN es un metodo que nos aporta excelentes imagenes y nos aclara la anatomia, pero no comprendo la utilidad en este caso tendiendo en cuenta la claridad de las imagenes aportadas por el eco y la gravedad del cuadro. Imagino que tal vez los cirujanos habran querido conocer algun dato particular?


9 Abr 2017, 11:50 - szamar
  Dr. Víctor Daru - vdaru@ecosiac.org

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